segunda-feira, 31 de maio de 2021

POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA OPERAÇÃO FALAZ E PRENDE TRÊS PESSOAS QUE FALSIFICAVA DOCUMENTOS E CADASTROS



Na manhã de hoje 31/05, logo após as 6h da manhã, com o apoio de unidade da polícia civil da capital (Cerco da 6ª Seccional – DECAP), a DIG e GOE de Presidente Prudente prenderam 03 (três) pessoas envolvidas nos fatos dos cadastros dos chips, além de cumprirem 04 (quatro) mandados de buscas domiciliares, com a apreensão de inúmeros documentos, chips, ceulares e eletrônicos. Ainda, houve o bloqueio e sequestro de contas vinculadas aos CPFs do casal líder.

OPERAÇÃO FALAZ 

Referência – Grupo que atua de maneira permanente falsificando ideologicamente dados em milhares de documentos privados (cadastro de operadora), usando nomes de pessoas sem o consentimento (inclusive da vítima deste persecutório), comercializando desonestamente para que outras pessoas utilizem espuriamente (e em crimes), causando prejuízo direto a operadora (com o não pagamento da fatura – estelionato), bem como às pessoas físicas (com o cometimento de ações em seus nomes com risco a empresas de cobrança). 

No início deste ano de 2021, a POLÍCIA CIVIL, através da 1ª Delegacia de Investigações Gerais da DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais), foi procurada por vítima da cidade desejando registro visando resguardo, pois, havia recebido duas cobranças de empresa de telefonia para prefixos que jamais havia cadastrado – temerosa que pudessem usar os seus dados em ações ilícitas posteriores.

 Constatando que o fato tem se tornado rotineiro na sociedade (em relatos recorrentes) houve a imediata instauração de Inquérito Policial e, assim, diversas ações de polícia judiciária empreendidas, em fontes abertas e fechadas. 

 Após aproximadamente três meses de análise de intensos dados foi possível a identificação de uma célula criminosa, permanente, de indivíduos que praticam as ações há dois anos. 

 Descobriu-se um casal na zona sul da cidade de São Paulo que, com o apoio de terceiro, recebe dados de pessoas físicas (pessoas prejulgadas e com crédito aprovado), sendo que adquirem chips de telefonia e essas cadastram nas operadoras com esses dados de terceiros, vítimas, passando-se por estas. 

 Após, aproveitando exatamente do crédito obtido honestamente por essas pessoas, transformam em planos controle vendendo-os para milhares de outros criminosos para praticarem suas ações espúrias e graves, ocultando as identidades verdadeiras e colocando em risco aqueles cadastrados (que passam a ser investigados inicialmente como cúmplices ou são reiteradamente cobrados pela empresa, inclusive, podendo ter prejuízo com a fixação da dívida).

 Outros autores foram identificados fazendo a venda dos chips a outros criminosos.

 Durante a investigação foi possível a localização de, ao menos, 2000 dados de pessoas físicas de todos os lugares, bem como centenas de cadastros falsos de chip. Exemplificativamente, apenas em uma operadora foram identificadas em um ano mais de 920 chips possivelmente fraudulentos. 

 Uma criança, infelizmente, ao menos por uma oportunidade foi captada sendo corrompida a auxiliar o casal na atividade delinquente de comercialização dos chips. 

 Ainda, ações criminosas foram captadas com os chips comercializados pelo grupo, essencialmente o tráfico de drogas associado em alta escala. 

 A prisão é temporária podendo ser representada a sua conversão a preventiva. 

 Todos responderão por falsidade ideológica (contra todas as vítimas pessoas físicas), estelionato (contra as operadoras), corrupção de menor (por envolver a criança na atividade), bem como pela associação criminosa.

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